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Conhecendo os pastores Africanos (Set/2017)

Saiba detalhes da vida e cotidianos dos nossos obreiros que servem ao Senhor nas aldeias.

Nosso objetivo nesse relatório é compartilhar com os irmãos detalhes do cotidiano dos valentes obreiros nativos que trabalham conosco na evangelização das aldeias africanas. Compartilhar a cerca das suas necessidades físicas e espirituais, lutas e vitórias que enfrentam na linha de frente no trabalho de evangelização de aldeias e povos africanos. Vale ressaltar que a vida nas aldeias é totalmente diferente da realidade brasileira e isso se estende aos nossos obreiros. Não obstante as diferenças culturais que nos separam, somos unidos em Cristo, Missão – Igreja - Obreiros num único propósito: conquistar aldeias africanas com o evangelho.




Nossos obreiros são homens simples, que moram em casas feitas de material local sem energia elétrica e água encanada, trabalhadores do campo que vivem da agricultura de subsistência e da troca do excedente e que dependem da chuva para ter comida. No ano passado, por exemplo, a região central de Moçambique, onde se concentra a maior parte dos nossos obreiros, passou por um grande período de estiagem. Os campos secaram, as plantações foram perdidas e muitos dos nossos irmãos , para sobreviverem, tiveram que comer capim, outros andaram mais de cem quilômetros de bicicleta até a base da Missão para pedir socorro porque não tinham outra forma de comunicar suas necessidades, tendo em vista que nem todos os nossos irmãos dispõem de telefone celular. O maior pedido que nos foi feito na época foi para que a Igreja Brasileira ore para que Deus envie chuva temporã e serôdia.

O nível de escolaridade da maioria não ultrapassa o fundamental  1 (antigo primário), e a rotina diária desses homens de Deus consiste em um trabalho na roça que começa ao nascer do sol até por volta de dez horas da manhã e retornam por volta das dezesseis e lá permanecem até o por do sol, tudo isso com o único objetivo de sustentar a sua família.

Ao longo do dia dedicam-se a evangelização, estudo da palavra, aconselhamento pastoral, e os dias de culto são dedicados inteiramente ao Senhor (não vão à roça), razão pela qual carecem da ajuda financeira fornecida pela Missão para complementar o seu sustento. 


A comunidade como um todo gasta de uma a duas horas de caminhada das suas residências até o lugar onde cultiva as suas plantações, cultivo esse feito com ferramentas rudimentares (enxada, ancinho, foice). Um dos sonhos como Missão é fornecer aos nossos pastores uma bicicleta como meio de transporte, uma vez que precisamos que o obreiro esteja disponível por mais tempo e menos cansado para o trabalho evangelizador. A bicicleta também auxilia no deslocamento dos obreiros para comunidades vizinhas com o fim de expandir o evangelho e abrir novas frentes de trabalho que culminará no plantio de novas igrejas.


Uma simples bicicleta mais que um meio de transporte tornou-se uma ferramenta para evangelização dos povos africanos.




É comum nas aldeias as famílias serem numerosas; os obreiros têm cerda de cinco a quinze filhos; filhos representam riqueza e força de trabalho. As esposas dos obreiros são chamadas de mães-pastoras e o tratamento da igreja em relação a elas é equivalente a uma mãe biológica. Muito embora o país ainda tenha uma forte tendência machista temos percebido que elas são muito respeitadas, têm grande influência entre os membros da igreja e as suas opiniões são valorizadas aquando da tomada de decisões. Os filhos dos pastores também participam ativamente das atividades da igreja. Uma curiosidade é que os pastores mais velhos enviam seus filhos para o curso de formação de obreiros e líderes visando fortalecimento da igreja na base da Missão PIEIA.


A Missão tem se responsabilizado pelo preparo bíblico dos seus obreiros nativos, prezando pela qualidade de um evangelho Cristocêntrico, puro e genuíno, evitando, portanto o sincretismo religioso e a entrada de heresias na igreja. O preparo do obreiro exige muita  dedicação, pois se tratando de África e das inúmeras guerras espirituais que os obreiros enfrentam diariamente no campo, há que se ter muita paciência, zelo, responsabilidade na transmissão de doutrinas bíblicas essenciais para formação de obreiros maduros que não sejam levados por nenhum vento de doutrina para que produzam frutos que permaneçam (João 15:16).




O nosso desafio continua sendo o avanço do Projeto 300 VALENTES, lançado em 2016, que consiste levantar 300 doadores a manter 300 obreiros nativos com a doação mensal de R$ 300,00. Hoje ainda não atingimos essa meta e somos obrigados a repartir o sustento que recebemos entre todos os obreiros que estão na ativa. Corta-nos o coração a realidade de que ainda não conseguimos arcar com todas as necessidades básicas de cada obreiro frente ao tamanho risco a que estes se expõem pela causa de Cristo.

Você pode nos ajudar a manter um obreiro com uma oferta mensal de R$ 300,00.



Conhecendo os pastores Africanos (Set/2017) Reviewed by Missão África PIEIA on 20:09:00 Rating: 5
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